Inconformundo

O mundo dos inconformados

A Chaga

Por Thales Mequi (@thalesmequi)

Conhecido também como “molejo”, entre outros nomes, o “jeitinho brasileiro” é um modo de comportamento, ou um conjunto de ações, que visam obter vantagens às custas dos outros. Não necessariamente com o intuito de prejudicar, mas sempre tendo como objetivo o benefício próprio, independente dos fatores envolvidos. E hoje, tornou-se algo tão comum que as pessoas o adotam como padrão de conduta.

O Brasil é um país miscigenado, ou seja, de uma gama cultural imensa. Temos misturas de tudo quanto é tipo de gente do planeta, e além disso, somos muito receptivos com os estrangeiros. O que eu quero dizer é que o “jeitinho” não é brasileiro, é humano. Isso veio dos quatro pólos da Terra. Está na essência da grande maioria o impulso por vantagem social, econômica, intelectual, política e tantas outras.

Mas então, por que no Brasil isso é tão visível e comentado?
Simples. A disciplina aplicada na população, tanto política(leis) quanto familiar(educação em casa), muda de país para país, ou melhor, de cultura para cultura, eis o porquê do Brasil se destacar tanto e se apresentar dessa forma. Isso não faz um povo melhor que o outro, mas convenhamos que certos hábitos devem ser sufocadas visando a ética social.
Um ponto engraçado a ser citado é o fato de alguns brasileiros terem orgulho em ter esse “jeitinho”. E é aí que entra o “brasileiro” na definição do “jeitinho”. O patriota faz questão de expor a cagada em que está mergulhado. Sinceramente, não vejo credibilidade em tirar vantagem de leigos e debilitados físicos/econômicos, etc. A pessoa tem que ser muito fria para que isso não a incomode.

Enquanto as pessoas não pararem de tratar seus semelhantes como lixo, continuarem a ser ofuscadas por divergências infundadas, e manterem o egoísmo no peito, NUNCA iremos chegar a um ponto de equilíbrio moral.
Não há política, não há filosofia, não há ciência e não há religião que cure diretamente essa chaga humana. Apenas é proposto um caminho, às vezes reto, torto, curto, longo, fácil, difícil, não importa. Mas temos, inevitavelmente, um senso mínimo de boa conduta, basta saber apontar uma direção e dar o tiro.

Não gostou do post? Vou dar um ‘jeitinho’ nisso.

Adeus

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Uma resposta para “A Chaga

  1. @GuiiBorges 03/13/2011 às 19:40

    Eu fico imaginando qual seria a situação do Brasil se a tragédia do Japão tivesse ocorrido por estas bandas, provavelmente teríamos pessoas alugando ao invés de emprestar suas casas, teríamos pessoas pisando nas outras ao invés de ajuda-las, claro que estou generalizando, sempre tem os que realmente ajudam mas são poucos, por exemplo, a “tragédia” do Rio de Janeiro, existiam os que colaboravam, mas tb existiam os que tiravam vantagem, claro, porem ocultos pela mídia, agora imaginem uma tragédia bem maior, como a devastação da cidade inteira do Rio de Janeiro, será que teríamos voluntários suficientes para competir com os que tiram vantagem sobre os mais fracos?

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